Helena - Machado de Assis
ASSIS, Machado de. Helena. Porto Alegre; L&PM, 1998.
Helena
Helena
Esta obra descreverá os acontecimentos ocorridos com a morte do Conselheiro do Vale e, por conseguinte, a chegada de Helena na família do mesmo. O livro é escrito por um narrador onisciente e de um ponto de vista idealizado, porém, ao mesmo tempo crítico para com a sociedade do século XIX. Machado de Assis teve grande êxito em seus romances (exemplo de Helena e A mão e a luva [1874]), apesar de se destacar mais a frente na escola literária Realismo, em que detinha uma grande habilidade para críticas e ironias. Em Helena, ele já demonstra um pouco dessas suas qualidades linguísticas. Machado busca, nesta obra, relatar os costumes e valores - morais, políticos e religiosos -. Por essas características, seu livro é considerado um Romance Urbano. Ao demonstrar a ligação extremamente forte entre a religião e a vida social, o autor vai tecendo, com uma linguagem formal, os sentimentos, ações e visões idealizadas sobre a vida dos personagens. A protagonista principal - Helena - apresenta um perfil forte e angélico, simultaneamente. Pois traz consigo um caráter valente, esperto e insubmisso; em contrapartida, é meiga e caridosa.
A obra apresenta um conteúdo fechado, já que começa e termina com uma morte. Os pontos principais do livro estão divididos da seguinte forma: início - morte do conselheiro, descoberta de Helena e em seguida, sua chegada -; meio - aproximação dela com os residentes da casa, desabrochar de laços afetivos (com a tia, o irmão e os criados da casa) e a indecisão de Estácio (seu irmão) -; fim - chegada de Dr. Mendonça (amigo de Estácio), revelação do passado de Helena e sua morte -.
Em resumo: após a morte do Conselheiro do Vale (figura pública importante), Estácio descobre que seu pai, o próprio conselheiro, revelara uma filha abastarda em seu testamento; na qual chamava-se Helena e que deveria ser acolhida pela família. Perplexo, mas conformado, Estácio aceita bem a notícia. Diferente de sua tia (D. Úrsula), que se faz revoltada com a novidade e fria e indiferente para com a moça. Entretanto, ao cair numa enfermidade, Helena cuida e permanece sempre em seu leito até a tia melhorar. Depois disso, D. Úrsula, muito agradecida, começa a tratar Helena como a uma filha. Da parte de Estácio, este, desde um primeiro momento, tem uma simpatia por Helena, a admirando cada vez mais, tendo em vista o jeito meigo e inteligente dela que se diferenciava muito das outras moças da época que se mostravam fúteis e superficiais. Esta opinião de Estácio sobre as outras mulheres, incluía, também, a sua pretendente, Eugênia, filha de Dr. Camargo, grande amigo de seu pai. A convivência com sua irmã, o faz ficar cada vez mais indeciso e afastado do seu futuro destino com Eugênia. Dr. Camargo, vendo a influência forte de Helena sobre os novos parentes, ele a chantageia para que ela faça com que Estácio adiante logo o pedido de casamento. Helena, triste, mas convencida de que seja o certo a se fazer, convence o irmão, apesar do mesmo não estar com vontade para tal, pois Estácio não vê em Eugênia as qualidades de Helena. Numa noite em que Helena e Estácio se encontravam a sós, em frente à casa, a moça revela, de forma desesperada, que ama alguém. Movido pelo ciúme e curiosidade, Estácio procura, incansavelmente, quem habita o coração de sua irmã.
A chegada de seu amigo, Dr. Mendonça, o deixa ais amargurado e irritado, visto que que o recém-chegado logo se apaixona por Helena e pede a mão a Estácio da moça com pouco tempo. Estácio, por sua vez, nega, usando a desculpa de Helena já amar outro homem. Dr. Mendonça vai, portanto, assegurar seu casamento, nas mãos do padre que muito reluta com Estácio para casar a moça.
O filho do conselheiro, de cabeça cheia e muito triste, sai para caçar sozinho. Na volta, observa Helena sair com um criado, de uma casinha pobre, um pouco distante de sua casa. Estácio se dirige a casa, sem se identificar, e conhece o único morador, um homem chamado Salvador.
Páginas à frente, descobrirá que esse homem é o verdadeiro pai de Helena. E que, seu pai, apenas tinha adotado a menina, pensando que o pai dela havia morrido. Estácio, tendo revelado para si mesmo seu amor, antes impossível, por Helena, vai em encontro da mesma para contar-lhe que sabe a verdade. No entanto, ao fazê-lo, Helena desespera-se, pois é tomada pela vergonha. Vale lembrar que diante da lei, Estácio e Helena eram irmãos, a igreja e a sociedade nunca deixariam o amor puro e singelo dos dois se concretizar. Diante disso, Helena cai enferma, de tristeza; morrendo em poucos dias. Estácio, desnorteado e triste, dá o primeiro e último beijo em sua amada.
A obra apresenta um conteúdo fechado, já que começa e termina com uma morte. Os pontos principais do livro estão divididos da seguinte forma: início - morte do conselheiro, descoberta de Helena e em seguida, sua chegada -; meio - aproximação dela com os residentes da casa, desabrochar de laços afetivos (com a tia, o irmão e os criados da casa) e a indecisão de Estácio (seu irmão) -; fim - chegada de Dr. Mendonça (amigo de Estácio), revelação do passado de Helena e sua morte -.
Em resumo: após a morte do Conselheiro do Vale (figura pública importante), Estácio descobre que seu pai, o próprio conselheiro, revelara uma filha abastarda em seu testamento; na qual chamava-se Helena e que deveria ser acolhida pela família. Perplexo, mas conformado, Estácio aceita bem a notícia. Diferente de sua tia (D. Úrsula), que se faz revoltada com a novidade e fria e indiferente para com a moça. Entretanto, ao cair numa enfermidade, Helena cuida e permanece sempre em seu leito até a tia melhorar. Depois disso, D. Úrsula, muito agradecida, começa a tratar Helena como a uma filha. Da parte de Estácio, este, desde um primeiro momento, tem uma simpatia por Helena, a admirando cada vez mais, tendo em vista o jeito meigo e inteligente dela que se diferenciava muito das outras moças da época que se mostravam fúteis e superficiais. Esta opinião de Estácio sobre as outras mulheres, incluía, também, a sua pretendente, Eugênia, filha de Dr. Camargo, grande amigo de seu pai. A convivência com sua irmã, o faz ficar cada vez mais indeciso e afastado do seu futuro destino com Eugênia. Dr. Camargo, vendo a influência forte de Helena sobre os novos parentes, ele a chantageia para que ela faça com que Estácio adiante logo o pedido de casamento. Helena, triste, mas convencida de que seja o certo a se fazer, convence o irmão, apesar do mesmo não estar com vontade para tal, pois Estácio não vê em Eugênia as qualidades de Helena. Numa noite em que Helena e Estácio se encontravam a sós, em frente à casa, a moça revela, de forma desesperada, que ama alguém. Movido pelo ciúme e curiosidade, Estácio procura, incansavelmente, quem habita o coração de sua irmã.
A chegada de seu amigo, Dr. Mendonça, o deixa ais amargurado e irritado, visto que que o recém-chegado logo se apaixona por Helena e pede a mão a Estácio da moça com pouco tempo. Estácio, por sua vez, nega, usando a desculpa de Helena já amar outro homem. Dr. Mendonça vai, portanto, assegurar seu casamento, nas mãos do padre que muito reluta com Estácio para casar a moça.
O filho do conselheiro, de cabeça cheia e muito triste, sai para caçar sozinho. Na volta, observa Helena sair com um criado, de uma casinha pobre, um pouco distante de sua casa. Estácio se dirige a casa, sem se identificar, e conhece o único morador, um homem chamado Salvador.
Páginas à frente, descobrirá que esse homem é o verdadeiro pai de Helena. E que, seu pai, apenas tinha adotado a menina, pensando que o pai dela havia morrido. Estácio, tendo revelado para si mesmo seu amor, antes impossível, por Helena, vai em encontro da mesma para contar-lhe que sabe a verdade. No entanto, ao fazê-lo, Helena desespera-se, pois é tomada pela vergonha. Vale lembrar que diante da lei, Estácio e Helena eram irmãos, a igreja e a sociedade nunca deixariam o amor puro e singelo dos dois se concretizar. Diante disso, Helena cai enferma, de tristeza; morrendo em poucos dias. Estácio, desnorteado e triste, dá o primeiro e último beijo em sua amada.
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