Memórias de um sargento de milícias - Manoel Antônio de Almeida
ALMEIDA, Manoel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ateliê, Editorial, 2003.
Memórias de um sargento de milícias
Nesta obra, o autor busca descrever, em fatos cotidianos e pequenas histórias dos personagens, os costumes e o dia a dia da população brasileira no século XIX. O pano de funda da história é a cidade do Rio de Janeiro, capital, na época do Império. No decorrer dos capítulos, vê-se uma linguagem mais popular e acessível. Também é visto a interlocução direta com o leitor, característica importante do Romance Urbano, isto é, o projeto do romantismo ao qual este livro está inserido. Diferente de outras obras do mesmo período, esta tem um caráter mais descritivo e realista do que instrucional e idealista. Por isso, muito se aproxima a escola literária Realismo. Com um jeito inovador, o autor expõe uma ótica mais focada na classe média e baixa da população, mostrando o cotidiano daqueles que vivem nos cortiços e que são pressionadas economicamente e socialmente por uma elite que exige e despreza. Usando um tom que intercala entre tensão e humor, o autor descreve nos capítulos as peripécias, armações e diversos lações sociais, figurando os valores - morais, religiosos e políticos - e os costumes - sociais e religiosos - da época. Com isso, a obra se torna uma crítica e um relato histórico do Brasil enquanto casa do imperador de Portugal.
Em resumo, as primeiras páginas começam relatando como os pais do protagonista se conheceram e, em seguida, o seu nascimento e batizado. Após figurar a festa típica do batizado do até então chamado "menino", o autor pula para sua fase infantil. Portanto, Leonardo (personagem principal já se encontra com sete anos de idades. Nesta idade, o mesmo presencia uma briga de seus pais que terá, como consequência, o seu abandono derivado da separação. Diante disso, é deixado para o padrinho (o barbeiro) e a madrinha (a parteira) o papel - ou carga - de criá-lo. Demonstrando, desde cedo, caráter travesso, o menino aprontava todas as brincadeiras, sejam elas de cunho leve ou pesado. No entanto, seu padrinho que tanto se afeiçoava a ele, achava-lhe graça em todas as traquinagens do garoto. Em um momento, seu padrinho começou a pensar o que se daria para o futuro do menino. Depois de tanto remexer nisso, o padrinho constatou que faria padre o seu afilhado. A madrinha de Leonardo, entretanto, via que o menino não servia para tal ofício, visto sua personalidade. Porém, o padrinho não perde as esperanças, colocando-o em escola, na qual não passou um dia sem levar bolos (palmatória), fez-lhe ajudante de missa, todavia, o menino descobriu que o mestre de cerimônias tinha relações com uma cigana e, com um sacristãozinho, lhe aprontou uma travessura. O padrinho somente desistiu disso quando viu possibilidades de o menino (que já se formava rapaz) casar-se com Luisinha, sobrinha de D. Maria, amiga do mesmo. Leonardo, para satisfação do padrinho, apaixona-se por a menina que se mostra, nos primeiros momentos, quieta e indiferente. Após um tempo, aparece na história José Manoel como um "amigo" que quer, a todo custo, aproximar-se de D. Maria e sua sobrinha. Todavia, não passa despercebido aos olhos de Leonardo que o que esse homem deveras queria, era casar-se com Luisinha e receber a herança de D. Maria. Sendo assim. a madrinha de Leonardo arma para José Manoel aproveitando-se de uma fuga de uma moça na cidade. O padrinho morre em pouco tempo e o rapaz irá morar com o seu pai que o havia abandonado. Após uma briga com a sua madrasta, ele foge de casa e é nesse dia que conhece uma cigana chamada Vidinha, na qual se relaciona.
José Manoel tenta recuperar seu caráter na casa de D. Maria, desmentindo, com ajuda, as histórias inventadas a seu respeito. Por conseguinte, triunfa, quando casa-se com Luisinha. Após o casamento, Luisinha sofre, pois era proibida de sair de casa por seu marido e não gostava dele. Entretanto, por força do destino, José Manoel padece e morre repentinamente. Durante tudo isso, Leonardo separa-se de Vidinha, é preso por brigar com o famoso Vidigal e ameaçado de levar chibatadas. No entanto, sua madrinha, levando um antigo amor do Vidigal, o convence a soltar o rapaz e, ainda mais, dar-lhe um ofício. Leonardo torna-se um membro dos milícias e termina ficando com Luisinha.
Em resumo, as primeiras páginas começam relatando como os pais do protagonista se conheceram e, em seguida, o seu nascimento e batizado. Após figurar a festa típica do batizado do até então chamado "menino", o autor pula para sua fase infantil. Portanto, Leonardo (personagem principal já se encontra com sete anos de idades. Nesta idade, o mesmo presencia uma briga de seus pais que terá, como consequência, o seu abandono derivado da separação. Diante disso, é deixado para o padrinho (o barbeiro) e a madrinha (a parteira) o papel - ou carga - de criá-lo. Demonstrando, desde cedo, caráter travesso, o menino aprontava todas as brincadeiras, sejam elas de cunho leve ou pesado. No entanto, seu padrinho que tanto se afeiçoava a ele, achava-lhe graça em todas as traquinagens do garoto. Em um momento, seu padrinho começou a pensar o que se daria para o futuro do menino. Depois de tanto remexer nisso, o padrinho constatou que faria padre o seu afilhado. A madrinha de Leonardo, entretanto, via que o menino não servia para tal ofício, visto sua personalidade. Porém, o padrinho não perde as esperanças, colocando-o em escola, na qual não passou um dia sem levar bolos (palmatória), fez-lhe ajudante de missa, todavia, o menino descobriu que o mestre de cerimônias tinha relações com uma cigana e, com um sacristãozinho, lhe aprontou uma travessura. O padrinho somente desistiu disso quando viu possibilidades de o menino (que já se formava rapaz) casar-se com Luisinha, sobrinha de D. Maria, amiga do mesmo. Leonardo, para satisfação do padrinho, apaixona-se por a menina que se mostra, nos primeiros momentos, quieta e indiferente. Após um tempo, aparece na história José Manoel como um "amigo" que quer, a todo custo, aproximar-se de D. Maria e sua sobrinha. Todavia, não passa despercebido aos olhos de Leonardo que o que esse homem deveras queria, era casar-se com Luisinha e receber a herança de D. Maria. Sendo assim. a madrinha de Leonardo arma para José Manoel aproveitando-se de uma fuga de uma moça na cidade. O padrinho morre em pouco tempo e o rapaz irá morar com o seu pai que o havia abandonado. Após uma briga com a sua madrasta, ele foge de casa e é nesse dia que conhece uma cigana chamada Vidinha, na qual se relaciona.
José Manoel tenta recuperar seu caráter na casa de D. Maria, desmentindo, com ajuda, as histórias inventadas a seu respeito. Por conseguinte, triunfa, quando casa-se com Luisinha. Após o casamento, Luisinha sofre, pois era proibida de sair de casa por seu marido e não gostava dele. Entretanto, por força do destino, José Manoel padece e morre repentinamente. Durante tudo isso, Leonardo separa-se de Vidinha, é preso por brigar com o famoso Vidigal e ameaçado de levar chibatadas. No entanto, sua madrinha, levando um antigo amor do Vidigal, o convence a soltar o rapaz e, ainda mais, dar-lhe um ofício. Leonardo torna-se um membro dos milícias e termina ficando com Luisinha.
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